NAPEC usa prêmio Viva Voluntário para melhorar qualidade de vida de jovens, crianças e mulheres em tratamento de saúde no Rio de Janeiro

Projeto usa recurso do prêmio Viva Voluntário para dar novas oportunidades para jovens com doenças crônicas, raras ou graves e os ajuda a terem rotina próxima de suas famílias


Por Laurie B. dos Reis

Coordenadora Local em Boa Vista, RR


Foto cedida pelo NAPEC


“Compramos livros, jogos e brinquedos, também pudemos custear por um curto período (3 meses) o aluguel de aparelhos tecnológicos para manter as crianças em casa”, explica a responsável pelo voluntariado do NAPEC – Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais, vinculado ao Ministério da Saúde –, Maria Magdalena. Ela se refere ao dinheiro recebido ao vencer o prêmio Viva Voluntário em 2018, no qual o Núcleo foi o ganhador na categoria “Voluntariado no Setor Público”. Conforme o edital, em agosto de 2018, como parte da premiação, o NAPEC teve oportunidade de apresentar o projeto a ser apoiado pela Fundação Banco do Brasil no valor de R$ 50 mil reais.

Magdalena também afirma que o recurso foi o pontapé para conseguirem mobilizar campanhas e eventos junto aos voluntários e a sociedade civil a fim de manterem o projeto ativo. Para ela, a contribuição que o projeto traz para as crianças, adolescentes e mulheres atendidas pelo NAPEC e tratadas no Instituto Nacional Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) é significativa. “É plantada a semente da cultura e da educação por meio dos livros e das atividades educacionais e lúdicas”, diz. 

O recurso do prêmio foi destinado principalmente ao “Projeto Alta Hospitalar”. Ele é voltado a famílias em condições de vulnerabilidade, que não podem ir para casa devido às necessidades de instalações especiais que o tratamento requer. Desta forma, o NAPEC procura dar a possibilidade de que essas crianças, adolescentes ou mulheres não fiquem restritos ao ambiente hospital. Além disso, ao permitir que estes pacientes possam ir para casa, o hospital também pode abrir oportunidades para outras pessoas serem tratadas.  

Magdalena cita que o recurso da premiação do Viva foi fundamental para incentivar a mobilização do Núcleo, de seus voluntários e da sociedade civil para arrecadarem mais fundos por meio de campanhas, shows beneficentes e saraus para manter o projeto funcionando. 

São inúmeros os desafios quando se fala no tratamento especial que o NAPEC  procura dar ao apoiar crianças e adolescentes com condições  de saúde complexas. Entre eles estão apoio nutricional e suporte alimentar, cadeiras de rodas e reformas das casas dos pacientes para que estejam de acordo com a necessidade das crianças. Em sua maioria, esses desafios incluem também altos custos, principalmente referentes ao uso de tecnologia de ponta.  


O NAPEC

O NAPEC faz parte do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), vinculado ao Ministério da Saúde, e oferece anualmente cerca de cem mil procedimentos ambulatoriais, 4 mil internações e mil atendimentos domiciliares gratuitos. Lá são atendidos usuários da rede pública e privada de saúde, de serviços filantrópicos e até mesmo de outros municípios além do Rio de Janeiro. A população-alvo são os pacientes de risco, com necessidades especiais, muitas vezes dependentes da tecnologia fundamentada e aprimorada continuamente pelo desenvolvimento e aplicação de pesquisa e pelo ensino

O NAPEC conta, atualmente, com 129 voluntários que realizam atividades desde os ambulatórios até as enfermarias fechadas. O perfil desses voluntários é diverso e abrange pessoas de diversas áreas como engenheiros, advogados, arquitetos, médicos, dentistas entre outros. A atuação dos voluntários começa cedo, às 7 horas, para dar oportunidade para os que trabalham em horário comercial também participarem. A maioria dos voluntários, no entanto, são aposentados e têm maior disponibilidade de horários.